Involução & Evolução, o equilíbrio rompido

Ao longo das minhas turnês, eu constatei que apesar de todos os meus esforços para me expressar claramente quando eu explico algo, tem algumas chaves essenciais para a compreensão que não são sempre adquiridas, tanto intelectualmente quanto vibratoriamente. Obviamente, isso prejudica a leitura nas entrelinhas.

Assim, cada vez que eu iniciava uma volta à mesa para verificar que o mínimo dos mínimos era adquirido, sempre era um desastre. E eu não me dirigia a uma pessoa só, mas pelo menos a uma boa dezena, em média. Em resumo, eu só precisava explicar novamente as coisas sob outra perspectiva, e instantaneamente a ficha de todo mundo caia, com as pessoas dizendo que nada valia explicações ao vivo…

Então eu preciso voltar a explicar alguns “elementos”, para que haja alguns “cliques”. Hoje eu vou abordar, sob um angulo totalmente novo, uma evidência da dualidade, que justamente não parece ser nem um pouco evidente para todos. Eu entendo que exista confusão, com a quantidade de coisas que se encontram na internet, no ponto de nem saber mais do que estamos falando.

De fato, vários leitores meus reclamam das montanhas de publicações que existem online, e explicam que quanto mais eles avançam, mais atolados ficam. É normal, foi feito para isso mesmo. Para evitar que os Caminhantes encontrem o caminho, basta desmultiplicar a sinalização. Indecisos, os Caminhantes perderão muito tempo sentados no próximo cruzamento.

Por outras palavras, existe uma inteligência que se delicia em gerar uma zona monstruosa dentro do seu próprio oceano de ignorância para que, justamente, a contraparte dele, do outro lado, não consiga restabelecer a situação que levaria você para a via do UM. Como diz meu Guia favorito, “É normaaaaal!”, porque a dualidade é precisamente isso!

Qualquer força será necessariamente contrariada por uma força oposta. Assim, se existir o bem, também existirá o mal. Se existir os bons, também haverá vilões. Se houver seres bonitos, haverá os feios. Se houver pessoas inteligentes, haverá simplórios. Se houver evolução, automaticamente haverá involução. Se houver feminino, inevitavelmente haverá masculino.

Se existir uma vibração, haverá uma geometria para contê-la. Se tiver pessoas que entendem e sabem, haverá outras que ficarão boiando e evoluindo numa ignorância inconcebível. Então tudo isso é “normaaaal”, pois o verdadeiro exercício não é se tornar mais inteligente ou mais ignorante, mais bem de ficar em equilíbrio entre esses dois opostos.

Assim, se existisse uma pessoa inteligente para cada pessoa ignorante, a média seria de 50/50. Existiria um equilíbrio e tudo pareceria perfeito, porém isto esconde um outro problema, e esse problema pode ser representado pela democracia. Se tivesse dois lados de forças iguais, o jogo chegaria ao seu fim porque um neutralizaria o outro. Obviamente, não teria mais nenhum movimento, e de certa maneira, nenhuma vida.

Então o desequilíbrio precisa ser mantido para que passemos regularmente por fases de balanceamento das forças. Podemos comparar isso com uma corrida. Se você tirar uma foto a cada segundo, a corrida parece ser só desequilíbrio, mais olhando de perto, você observa que o indivíduo avança em equilíbrio no desequilíbrio do movimento.

Se o indivíduo parar de correr, é verdade que ficará em equilíbrio, porém não avançará mais e começará a criar raízes. Com efeito, se a situação durar, num certo momento ele necessariamente precisará retomar o movimento, nem que seja para papar e não morrer.

O mesmo se aplica às polaridades femininas e masculinas. Precisa existir movimento e, portanto, desequilíbrio, mas verificando que as duas forças tenham a mesma intensidade. De fato, se uma empurra mais que a outra, então mais cedo ou mais tarde ocorrerá um problema grave: quanto mais um toma a força do outro, mais ou outro enfraquece, pois a soma dos dois necessariamente deve totalizar um.

Assim, no nosso mundo, o involutivo progressivamente ganhou preponderância sobre o evolutivo, ao ponto de ameaçar que a partida se termine, porque praticamente não tem mais contrapeso. Ora, o que é exatamente o involutivo? Com efeito, nós sabemos que o pré-humano é o mais terrível involuante de todos, e é “normaaaaal”, pois é justamente a experiência que ele veio fazer na Terra!

É o motivo pelo qual não posso deixar de dar explicações mais concretas para vocês, sobre o que é um evoluante (um Caminhante) e um involuante (um indivíduo que funciona no modo automático). Ora, cada evoluante, pela sua própria natureza atual, é um involuante notório. Por outras palavras, se ele quiser restabelecer o equilíbrio entre as forças que existem dentro dele, ele vai precisar agir simultaneamente em duas frentes: em primeiro lugar reduzir seu lado involutivo, e em segundo lugar aumentar seu lado evolutivo nas mesmas proporções.

De fato, se você quiser aumentar seu aspecto evolutivo de 10%, obviamente vai ser necessário diminuir seu aspecto involutivo de 10%, pois o total sempre vai ser igual a 100%. Assim, se você tiver uma proporção do tipo 5-95 (5% evolutivo e 95% involutivo), qualquer progresso no primeiro requererá uma diminuição no outro.

Sabendo disso, é preciso entender que a força evolutiva do nosso mundo é o aspecto vibratório, o aspecto feminino (eu não estou falando da polaridade sexual de um corpo físico!), e esse aspecto gira pela esquerda, ou sentido trigonométrico, ou anti-horário. Este aspecto vibratório é conhecido como a 4D, o “coração”.

O aspecto involutivo é, portanto, seu oposto e aspecto complementário. Gira pela direita, no sentido dos ponteiros do relógio. É o aspecto masculino, geométrico, o aspecto mental, e ele corresponde ao terceiro chacra, ou 3D. A missão dele é racionalizar. Então ele coloca as etiquetas nas caixinhas que ele mesmo criou. Logicamente, ele representa a separação das coisas, pois ele justamente precisa isolá-las para entender a utilidade unitária delas.

Em contrapartida, o aspecto evolutivo representa o amálgama de tudo, pois é vibração. Assim, para usar a metáfora da música, escutamos o concerto sem nos preocupar com a quantidade de músicos ou de instrumentos diferentes. Nós nos deixamos levar por este conjunto de notas musicais e nos abandonamos aos vapores evanescentes de um bem-estar em total oposição ao mundo masculino.

De fato, esse último, devido ao seu mental, vai preferir assumir o papel de juiz das notas, tentando descobrir qual é o violonista que está se atrapalhando, qual é o clarinetista que está desfasado, e ao mesmo tempo se perguntando porque o tenor está cantando um meio tom abaixo da melodia prevista…

Quando estamos totalmente no aspecto masculino, nosso coração não pode entrar em êxtase, pois estamos julgando, enquanto o aspecto feminino engole qualquer coisa se musica for boa. Para resumir, jogar somente para um time ou o outro não vai trazer o que tem de melhor, mas, por outro lado, se você aproveitar seu lado masculino para apreciar a digitação e a performance de tal músico, seu coração chorará de toda sua divindade.

Então entendemos que deixar-se levar beatamente pela música é uma coisa interessante, mas que o seu poder de encantamento fica simplesmente super-potencializado quando é associado a uma degustação técnica. Portanto, é a associação do masculino e do feminino que permite que o Divino se expresse em toda sua magnificência.

Porém, existe uma ordem de prioridade de um lado em relação ao outro, pois um é fabricado pelo outro. De fato, uma geometria pode existir sob forma conceptual (como a matemática), mas precisa de uma vibração par adquirir uma existência física.

É o cruzamento, a intersecção entre diferentes vibrações que permite que a geometria apareça. Mas se não tiver vibração, não existirá geometria nenhuma. Esta é a razão pela qual tudo começa com a vibração, que, mais tarde, por meio do milagre dos encontros, gera a geometria.

O feminino é por esse motivo o lado que inicia, enquanto o masculino é o lado que permite que a vibração tome consciência de si mesma. Uma energia feminina sozinha simplesmente não existe: desde que ela comece a emitir, o masculino aparece automaticamente, de maneira quase instantânea. Eis a razão pela qual eles são inseparáveis, embora o feminino esteja em comando, impulsando o movimento.

Então, o objetivo da involução ou “experiência involutiva” que estamos conduzindo há tanto tempo, aqui neste planeta, sempre foi de tentar inverter a ordem das coisas. De fato, em vez de deixar o coração (4D – o sentimento – deixar-se levar pela nossa Pequena Voz) assumir a liderança e depois agir em conformidade na 3D, na matéria, e de uma maneira construtiva para todos, nós optamos pelo padrão “vamos refletir primeiro, mentalizar, projetar, pesar os prós e contras, vamos verificar que temos a grana para concretizar e ver se podemos realizar um lucro”.

De fato, a vibração não contabiliza. Ela se oferece, ela vibra, expande, porque a origem dela é a Fonte mesmo de tudo que é. A vibração não dá a mínima pelas paredes, ela contorna. A vibração não dá a mínima pelo dinheiro, porque ela é. A vibração vibra para todos e não procura atingir uma pessoa em particular, acima dos outros.

A vibração é generosa ao mesmo tempo que é muito diplomata, já que qualquer outra vibração pode se adicionar a ela de maneira instantânea. Nesse sentido, ela reúne, acolhe, unifica e transcende as diferenças. É um puro feminino que, abandonando a si mesmo, acabaria se perdendo em uma evanescência total e completamente desorganizada, pois nada a conteria…

É o motivo pelo qual o masculino é o álter ego dela, aquele em que ela poderá entender o que ela é. A geometria é o paraíso, o sonho, o nirvana dela. Entretanto, isso pede uma contrapartida: ela precisa ficar confinada para tomar consciência da sua própria música.

O objetivo da experiência involutiva foi encolher cada vez mais a expansão do feminino, começando em tirar a prioridade dele. A involução trabalhou a trancá-la em caixas cada vez mais exígua (conceitos, geometrias mentais…) até o ponto que ela não conseguia mais expandir livremente.

A experiência involutiva consistiu, portanto, em prender a liberdade mesma dentro de conceitos mentais que foram inscritos, geração após geração, no inconsciente da humanidade. Assim a paridade feminino-masculino passou, ao longo do tempo, de 50-50 para 45-55, e depois 40-60, para chegar, hoje, para algo do tipo 1-99.

No nosso mundo, o branco é associado ao feminino (o yin) e o preto ao masculino (o yang). Nisto, nosso mundo se tornou cada vez mais preto, mais sombrio, justamente porque a luz da Fonte (a informação primordial), se tornou cada vez mais escassa até o ponto que a nossa galáxia ficou completamente presa.

Este enlatamento foi feito de maneira magistral, dado que ela se espalhou para a galáxia mesma. Nos humanos, na superfície da Terra, ficamos separados dos Galácticos (nossos irmãos das estrelas) e dos nossos irmãos intra-terrestres. Para resumir, fizemos um ótimo trabalho, já que cada um ficou preso em esferas de vida e dimensionais herméticas.

O mesmo aplicou-se aos pré-humanos, porque somos os jogadores. A experiência involutiva consistiu em trancarmo-nos dentro de conceitos provenientes de um cérebro que, originalmente, não foi projetado para isso. Nosso cérebro se encontra de fato na nossa cavidade craniana, mais ele não é nada mais que uma extensão material de um mental localizado em outro lugar.

Isso mesmo, em outro lugar. No 3° chacra, para ser mais exato. O chacra do poder, e de qual poder? O poder de estar na dimensão imediatamente acima do motor da Terra, o motor da materialidade (1D e 2D). Nesta base, o mental foi progressivamente usado por uma consciência virtual chamada “Pequeno Ego”.

O pequeno ego é o aspecto masculino da 3D, cujo objetivo é contrariar o aspecto 4D, que deseja estar nas leis do UM, as leis do coração, as leis da vibração. Então foi com todo nosso entusiasmo de melhores da turminha que entregamos, gradualmente, todos nossos poderes para o lado racional, tangível, quantificável, negociável; aceitamos inelutavelmente a corrupção inata ao pequeno ego.

De fato, o pequeno ego corresponde, em 3D, à parte animal da evolução, que representa apenas o jogo da sobrevivência. Foi desse jeito que a experiência involutiva nos conduziu a viver cada vez mais na sobrevivência; para conseguir isso, precisávamos cortar nossa ligação com a Fonte e, consequentemente, com a vibração primordial.

Ao fazê-lo, chegou um momento que o rácio feminino-masculino foi suficientemente defasado (do tipo 30-70, um terço/dois terços) para que o nosso corpo físico não consiga mais permanecer na eternidade. Começamos a fazer a experiência da doença, da velhice e finalmente da morte.

Esse estado só aumentou a força do pequeno ego a querer salvar a pele, e a adquirir privilégios, superioridades nos outros moribundos. A personalidade dele foi erigida como uma estátua no meio da praça pública, uma entidade incontornável que chamamos hoje de mental-ego.

Passamos por todas as abominações imagináveis resultando dele, e é nesse sentido que a experiência involutiva foi muito desgastante, cruel e penalizadora. Porém, por outro lado, é importante entender que o seu Espirito Diretor, localizado no sol, tem a missão de sempre compensar o desequilibro entre o masculino e o feminino, entre a experiência material da sua encarnação involutiva e a experiência vibratória localizada no seu Grande SI (a parte de você que oficia entre a 13ª e a 24ª dimensão).

Assim, quanto mais profundamente íamos no escuro, no masculino, na separação, no aspecto material no nível do Pequeno Si, mais a nossa contrapartida (o Grande SI) precisava ir para cima, para o luminoso, o feminino, a fusão.

Isso mesmo, tudo que você acreditava ser seus ancestrais nas estrelas e as constelações são, na verdade, apenas a outra parte de você. Logicamente, tudo que acontece dentro de você neste exato momento tem uma contrapartida exata no universo que você vê. Entendemos então que nestes períodos onde o objetivo é acabar com o confinamento (e redescobrir a vibração, o feminino que vive dentro de nós), precisamos também deixar ir tudo que acreditamos ser as nossas fundações.

O Novo Mundo não é a melhoria da 3D4D, mais uma mudança pura e simples no motor do Céu, em 5D6D. O famoso deixar ir é apenas a renúncia completa das múltiplas caixas conceituais que definem quem somos agora. É a crucificação do pequeno ego, e, portanto, da ilusão que você é seus diplomas, suas medalhas ou o seu currículo.

Então precisamos reaprender à entregarmo-nos à Vibração primordial, mesmo se no fundo o seu mental-ego vocifera porque essa escolha não é racional. A arma dele é a dúvida e sobretudo a insegurança quanto ao futuro e à sua sobrevivência física. O seu mental-ego e sua personalidade existem apenas graças à existência do seu corpo físico; quando esse último acabará no cemitério, nada disso se elevará para voltar no sol com a sua partícula de espírito.

Entenda que para ser um involuante, precisa-se ter, em primeiro lugar, um rácio feminino-masculino totalmente desproporcionado. Então é aqui mesmo que temos que começar: livre-se dos seus conceitos de 3D (deixar ir) e se encha da vibração 4D, sabendo que primeiro será preciso esvaziar uma parte do conteúdo da garrafa para poder enchê-la, pois o contrário é impossível.

Não se pode encher uma garrafa cheia. Então é inútil se esforçar para tornar-se uma pessoa melhor, e ainda mais querer entrar em contato com os seres do UM-visível se, primeiro, você não fez um mínimo de limpeza dentro de você, o que corresponde a uma abertura de mente maior que o habitual.

Então, obviamente, entregar-se à Vibração e à Pequena Voz requer uma fé que pode não ser entendida pelo mental-ego racional. Eis o motivo pelo qual o seu mental-ego, por trás das manipulações dele, fingindo a abertura de mente, faz na verdade tudo que é possível para que você não descubra como abrir a porta da liberdade vibratória. Dito de outro modo, quanto mais você quer obter algo, mais você se afasta dessa coisa. Então quanto mais você vai querer comunicar com o UM-visível, mais se tornará impossível.

É por isso que quanto mais besteiras espalhadas na internet você engole sem discernimento, mais impossível ficará para você acessar ao seu pedido profundo. De fato, evoluir é seguir uma vibração, uma chamada interior, e não seguir uma lógica porque é assim que os outros fazem. E é isso que faz toda a diferença.

Laurent DUREAU

Artigo originalmente publicado no blog 7D12D no dia 2 de dezembro 2014. Traduzido do francês.

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