A Falta dos Atlantes

[Trecho extraído da web-conferência (perguntas e respostas) do dia 8 de maio de 2012]

Qual foi a grande falta que os Atlantes cometeram por esta civilização altamente evoluída acabar sendo engolida pelas águas; qual paralelo podemos estabelecer com a nossa própria civilização?

Os Atlantes cometeram um erro – se podemos falar de erro, porque na verdade não existe erro, não tem fatalidade, não tem acaso. A civilização atlante era tecnologicamente e vibratóriamente muito mais avançada que a nossa. Mas, por outro lado, de acordo com o ciclo evolutivo previsto que tínhamos que seguir, havia áreas a serem exploradas, e uma em particular que é a do ego em sua maior escuridão.

De fato, na época dos Atlantes, o conhecimento era distribuído entre uma minoria. Eles se chamavam de sacerdotes Atla-Ra. Os sacerdotes detinham a totalidade do conhecimento, podiam viajar nas diferentes constelações e, portanto, estavam totalmente conscientes, de certa maneira, de toda a Criação. Eles tinham a responsabilidade do bom funcionamento da humanidade. Mas existia uma separação entre aqueles que sabiam, e aqueles que não sabiam porém recebiam todos os benefícios daquele sistema.

O que aconteceu foi que a política estragou tudo, sob o pretexto de dizer que todos eram iguais. O que era verdade em princípio, mas falso na realidade, pois nenhuma alma é igual à outra, nem todos nós temos as mesmas experiências porque somos únicos; somos iguais diante da experiência, mas não temos o mesmo currículo.

Eles começaram com uma coisa muito simples e essa foi, eu diria, o principal motivo da queda deles: a discussão. Isto é, eles começaram a refletir, a comparar, a julgar. Eles disseram: “Se tiver algo a ser resolvido, uma nova experiência para fazer ou, simplesmente, uma nova ferramenta de desenvolvimento pessoal ou uma facilidade material a ser dada à humanidade, discutiremos o assunto entre nós mesmos e emitiremos uma crítica construtiva. ”

Foi através dessa crítica “construtiva” que eles fomentaram, de certa forma, a separação. Resumindo, pessoas inteligentes começaram a dizer: “Tem seres aqui na Terra que detêm o conhecimento e fazem viagens interespaciais enquanto nós não podemos porque não sabemos como fazer. Certo, eles nos providenciam tecnologias, nos providenciam com bem-estar, mas somos dependentes deles e gostaríamos de ser autônomos. Então, devemos criar uma autoridade que os governará para que eles não possam nos enganar”. Você entendeu o estilo…. Uma certa forma de inteligência mental, portanto, da mente-ego, começou a implementar separações, dúvidas sobre o Serviço Para os Outros total realizado pelos Atla-Ra.

Obviamente, as oposições ficaram cada vez mais virulentas entre uma Ordem que providenciava um serviço gratuito e incondicional e aqueles que queriam mais poder. Houve, a partir desse momento, uma primeira divisão. Para resumir, alguns Atla-Ra ávidos de poder começaram a usar a energia oferecida para fins egoístas. Houve a primeira bomba atômica, que gerou o primeiro terremoto, que começou a bagunçar tudo e a destruir a harmonia que existia nesta humanidade.

Este primeiro terremoto levou à criação de vários continentes, porque antes havia apenas um; depois foram cinco, e esses cinco continentes ficaram contrariados porque não podiam se comunicar como antes. Imagine que hoje, por exemplo, a China esteja completamente separada do resto do mundo, por razões geológicas: a fábrica do mundo, separada do resto do planeta. Como iriam reagir os outros continentes, que não poderiam mais comprar suas bonecas e outras mercadorias baratas? Teria um leve problema…

E, por outro lado, o lugar onde tinha os centros técnicos, que, por exemplo, regulavam todos os satélites, e davam para o mundo inteiro acesso à informação, também ficou isolado em um outro continente. Então teve uma discussão entre as diferentes facções: “Vocês têm as fábricas, mas nós temos a tecnologia, enquanto eles têm tal coisa, e aqueles outros tem os campos com o trigo”, e assim por diante. A bagunça ficou ainda pior e, resultado, começou a ter revoluções em alguns continentes, ou países, que não aceitavam o fato que a mercadoria, que antes era barata, agora custava um braço. Alguns continentes, portanto, tomaram o controle da tecnologia dos sacerdotes Atla-Ra e usaram-na, a princípio, para apaziguar as primeiras manifestações, justificando isso com a desculpa que era só para “limpar” os focos de raiva e voltar a ter paz. Mas não foi bem o que aconteceu. Os políticos, por razões de “segurança”, apropriaram-se as tecnologias divinas dos Atla-Ra e a civilização atlante se autodestruiu. O poder divino, o poder da materialização, foi confiado a indivíduos sedentos de poder.

Hoje, a diferença com essa civilização é que o poder espiritual e o acesso às outras dimensões não são reservados a uma elite; a situação de ascensão que temos hoje é uma questão de ascensão dita “planetária”. A totalidade da humanidade deve ter acesso a essa informação e não haverá nenhuma estrutura ou instituição que terá controle sobre ela. Todas as pessoas que tem uma missão, todas as pessoas que têm capacidades, aptidões para fazer a humanidade avançar, essas pessoas trabalham sozinhas, individualmente, sem fazer parte de uma associação ou de uma instituição, e todas elas andam na mesma direção. O objetivo é regar a humanidade toda com essas informações, e não separar quem sabe de quem não sabe.

É a razão pela qual hoje, todas as pessoas que caminham em direção à 4D, à 4D-5D, não estão ligadas a nenhuma instituição religiosa ou política, pois foi exatamente isso o principal erro que causou a perda dos Atlantes. Então, como somos todos Atlantes, nós aprendemos a lição e agora estamos caminhando individualmente ou em grupos, porém seguindo o nosso coração, nossa Pequena Voz, e não mais um líder externo que pensa que é mais inteligente do que todos os outros, porque que ele foi, por exemplo, eleito pelo povo. Hoje, não precisa cavar muito fundo para ver o que significa ser eleito pelo povo, tem exemplos no mundo todo; do lado dos Atlantes, foi exatamente o que aconteceu. Através da crítica construtiva, da discussão, queríamos revelar o melhor, porém isso gerou uma separação cada vez maior. A lei do Um não precisa de nenhum cérebro superior ao outro; só precisa que todos ouçam sua Pequena Voz e a sigam, quaisquer que sejam as coisas externas, as opiniões e as críticas externas.

É por isso que a humanidade conseguirá sair dessa em todos os casos: porque o povo é a suma de todos os indivíduos, e não terá intermediários. O povo atlante, a tecnologia do povo atlante, a civilização do povo atlante, tudo isso caiu porque eles acreditavam que uma mente, um cérebro, uma inteligência egoísta, eram superiores à lei do Um.

Laurent DUREAU

Extrato da parte 2 da web-conferência #04 do dia 8 de maio 2012, trecho 23:33 a 34:30. Traduzido do francês. Áudio disponível em francês no blog 345D.

http://345d.fr/web-conf-4-du-8-mai-2012/

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