O poder supremo do ser humano

O ser humano, dependendo da maneira de ver, é um “alguém”, até mesmo um “algo”. Ele é simultaneamente considerado como um ser superior, porque tem um cérebro grande, e um belo idiota ao qual se pode fazer engolir qualquer coisa.

O ser humano é essa coisa que se move, fala, grita, ri, chora, pensa e que é capaz de sentir grandes emoções. Ele parece forte, porém, quando observamos como ele vive, só vemos seus inúmeros medos e fraquezas.

É engraçado, às vezes tocante, mas geralmente é desesperante ver o quanto ele fica perdido em certas situações, o quanto ele fica desestabilizado com o que acontece com ele. Parece uma folha ao vento, que um jardineiro está esperando para apanhar com seu rastelo e transformar em adubo.

De um lado, dizemos que a vida é preciosa e, por outro, fazemos de tudo para destruí-la. É um espacate tão intenso que não nos incomoda mais. Falamos “branco”, fazemos “preto” e vemos “vermelho”. O ser humano é realmente uma cobaia excepcional.

Porém, dando um passo para trás, podemos ver que todo ser humano possui um poder supremo. Ele sente isso, ele sabe disso, mas constantemente o nega. É como uma pessoa doente que se recusa a receber ajuda mesmo na beira da morte. Ela prefere morrer do que admitir que estava errada ou simplesmente ignorante!

O ser humano prefere o suicídio lento e constante, como o tabagismo, o alcoolismo, o uso de drogas medicament(ir)osas oficiais, ou até o consumo excessivo de comida degenerada. Alguns trabalham mais rápido com o uso de drogas pesadas, profissões de alto risco, um gosto por motocicletas, ou simplesmente correndo riscos ridículos na estrada …

Este ser humano parece ser de uma complexidade inaudita por ser tão complicado e contraditório. Ele diz que está procurando amor, felicidade, atenção, respeito, mas ele é o primeiro a mandar você tomar no cu e a tornar sua vida um inferno, se puder, com suas reflexões de outra era.

Ele vai fazer de tudo para que haja complicações, trazendo assim um tipo de reputação que não é realmente lisonjeira. Então depois ele ficará furioso porque será desrespeitado e será considerado como um zé, perdido em uma massa chamada de povo.

No entanto, ele tem dentro dele esse poder supremo que permite que ele seja um Deus na Terra. Ele tem dentro dele o poder da Criação. Dentro dele tem essa água que dá vida, mas muitas vezes ela soprará nela até que se torne gelo.

Esta água de repente se torna uma arma nas suas mãos, por causa da sua mente tão fria como uma nevasca polar. E então, em seus momentos de aquecimento, de emoções, a água poderá fluir em todas as falhas e depois explodir tudo quando congelar de novo.

No início de um relacionamento, um ser humano é frequentemente líquido, até mesmo em estado de vapor dependendo da pessoa que ele tem na frente; gradualmente e com o tempo, o calor descerá e o líquido se tornará gelo novamente e fará seu trabalho de destruição estourando.

Vamos abordar esse assunto por um ângulo diferente, decompondo-o no mínimo com a noção de “corpo-alma-espírito”. Na verdade, se pegássemos o aspecto visto de cima, preferiríamos falar de “espírito-alma-corpo”.

De fato, um germe de espírito recoberto de uma alma vem se encarnar em um corpo. A ideia original era que através da inteligência e da sabedoria da mente (o aspecto frio, metódico), a alma possa experimentar emoções (o aspecto quente, irracional) dentro de um corpo (o receptáculo, a ação na matéria).

Portanto, é normal que ao destruir o corpo, libertemos uma alma cansada de ficar presa. E então, uma vez do outro lado do véu, o espírito será capaz de dissecar tudo o que aconteceu para programar uma nova aventura futura!

O processo é simples, mas o que o ser humano realmente não entendeu é como usar todas as suas ferramentas de uma maneira consciente, e acima de tudo, inteligente.

Portanto, ele vai usar o gume da sua mente de uma maneira racional, com todas as emoções que isso lhe trará, para conseguir uma existência material que se aproxime do padrão imposto à sua mente por uma cultura bem-intencionada.

É mesmo típico dele! Ele pensará em liberdade quando, na verdade, ele é o prisioneiro modelo de um sistema. O melhor exemplo é o do carro. Os comerciais lhe fazem sonhar com tudo o que é possível fazer com um carro, porém na realidade existe o código do trânsito, os policiais, os juízes e o estado que te lesam com o máximo de multas!

O ser humano tentará ser o melhor marido do mundo e, quando chegar seu quinquagésimo aniversário, lhe dirão que ele se tornou obsoleto, porque ele teve filhos que se tornaram adultos e podem substituí-lo.

Para agradecê-lo, ele será colocado no corredor da aposentadoria antecipada (conhecido como agência de emprego), para esperar sua chegada no corredor dos moribundos chamado de aposentadoria. Se hoje alguns velhinhos da época do baby-boom parecem ter tido uma vida bem-sucedida, é longe de ser o caso de toda a humanidade.

Então, é difícil falar sobre os meios pelo quais o ser humano pode aplicar seu poder divino na Terra, porque poderia lidar à autodestruição nos próximos 10 anos. Mas como já estamos à beira dessa destruição fatal, eu vou revelar essa verdade fundamental para você. São 3 palavras.

Três pequenas palavras que, bem aplicadas, farão de você uma maravilha de realização do poder divino. É como dar a você o controle remoto da bomba atômica. Cabe a você ver se quer finalmente mudar este mundo ou não!

O poder do espírito está na palavra “intenção”. De fato, sua intenção é o equivalente da faísca capaz de acender a pólvora da alma, que impulsionará o projétil na matéria.

O poder da alma só pode ser controlado pela “atenção”. De fato, se a pólvora que incendeia não for canalizada, não haverá nenhum projétil propulsionado. Então você precisa de um cano para direcionar essa potência, emocional por natureza.

O poder do corpo é entrar em “ação”. A faísca pertence a um outro mundo, muito fugaz porque muito rápido; o poder da emoção é muito mais lento, porém extremamente poderoso; o poder do projétil é ainda mais lento e mais denso.

Estes são 3 mundos em paralelo, mas com propriedades muito diferentes.

O poder da criação começa com a intenção, e continua com a atenção para ser concretizada na matéria através da ação.

Existe uma sequência e uma só para que funcione. E deve começar com a intenção. Então, dê uma boa olhada para você mesmo e descubra quantas vezes você implementou isso e tem sido um sucesso. Pelo menos uma ou duas vezes, né?

Mas globalmente, não é glorioso porque muitas vezes seguimos em uma ordem diferente. Ou começamos na matéria, mas não havia pólvora suficiente para funcionar (projeto com o qual não estávamos entusiasmados).

Ou havia a faísca, mas não a pólvora. A nossa mente queria, mas o nosso coração não. Ou havia a pólvora, as emoções, a paixão, mas não existia canalização, etc., etc. Agora, você sabe por que a bala não saiu do rifle.

Procurando todas as falhas possíveis (rifle enferrujado, pólvora molhada, bala mal ajustada, detonador defeituoso, gatilho quebrado …), devemos também levar em conta a pessoa que segura o rifle. Ela atirou no ar, mirou um alvo em particular? Era de dia ou de noite? Ela estava fisicamente apta para segurar o rifle e mirar?

Este exemplo parece um pouco bélico porque, no fundo, é isso mesmo que somos. A adversidade é o nosso inimigo, porque mesmo sendo um “filhinho de papai” ou hiperprotegido, a vida não parece tão fácil assim!

Em suma, eu espero que você tenha entendido o princípio do poder supremo do ser humano: Intenção – Atenção – Ação. Agora que você conhece esta regra essencial, cabe a você “decidir” se quer aplicá-la ou não e, especialmente, sobre o que e para qual objetivo você irá aplicá-la!

Quanto mais a sua intenção for universal e beneficial para todos, mais chances ela terá de reunir emoções e sentimentos que inevitavelmente levarão à sua realização. Quanto mais pólvora você tiver, mais rápida será a realização.

No entanto, você também deve ter uma mão firme, porque não manipulamos da mesma maneira uma pequena arma de defesa e uma Magnum 757! A firmeza do seu braço dependerá da sua vontade…

Laurent DUREAU

Artigo originalmente publicado no blog Booster Votre Influence no dia 7 de julho 2008 e atualizado no blog 345D no dia 17 de maio 2012. Traduzido do francês.

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