Origem e história da alma humana

A curiosidade matou o gato, e foi bem feito: é o que dizem aqueles que tem algo a esconder. Porém, em sua natureza essencial, a curiosidade é o que nos leva a explorar o desconhecido, o novo, o incerto.

Sem esse desejo “doentio”, a Vida simplesmente não existiria. De onde vem essa “curiosidade” dentro de nós? Da nossa alma porque, de fato, a curiosidade é a “fome da alma”. Ela também precisa se alimentar para crescer.

Sabe Deus quantas experiências deram errado porque ficamos curiosos, talvez um pouco demais. Quantas regras quebramos simplesmente para saber o que estava por trás delas?

A curiosidade é, de um lado a nossa perda, mas, por outro lado, uma barganha a ser aproveitada. Na verdade, todos nós sabemos que quanto menos curiosa uma pessoa fica, mais perto ela está da “morte”.

São incontáveis os mortos-vivos que eu já conheci na minha vida. Rígidos, limitados pelos seus hábitos restritivos, como crianças que não querem mais viver, esses mortos-vivos geralmente mantêm um nível de curiosidade suficiente para espalhar boatos.

A curiosidade está profundamente inscrita dentro de nós, ao ponto de ser quase impossível livrar-se dela. É mesmo uma fome que atormenta a nossa alma.

Então, de onde vem a alma, como foi que ela chegou a ser tão brincalhona e torturada ao mesmo tempo? Eu vou contar a história dela, pelo menos dentro da espécie humana; para as outras espécies, eu não sei, mas eu imagino que esteja bem parecido!

Imagine que você está em um oceano de bem-aventurança, de amor e de felicidade. Eu sei que é um pouco difícil, mas não impossível, imaginar e sentir como seria. Tudo está perfeito porque você não precisa comer, dormir, trabalhar, pagar impostos e criar filhos, e eu nem vou falar dos relacionamentos com os outros seres.

É muito bacana, mas, mesmo que o tempo não exista, você começa a ficar bem entediado. O próprio fato de se tornar consciente disso começa a fazer com que você se diferencie do resto da massa informa desse nirvana.

Então, depois de algumas eternidades passadas a questionar e querer experimentar um outro estado e um outro lugar, um tipo de “campo de energia” aparece espontaneamente no Universo. Na física quântica, isso é chamado de singularidade.

O seu próprio questionamento, devido a uma curiosidade gaguejante, deu origem à pergunta “Quem sou eu? ”, de maneira energética. Eu sei, é muito simples, mas é assim mesmo que nascem as almas “primordiais”…

Então, há alguns milhões de anos (ou bem mais!), uma singularidade apareceu em algum lugar no infinito do Universo. Não era a primeira, muito menos a última. Ela era uma de muitas.

Ela resultou de todas as fusões anteriores, na imagem dos fractais. Ela é apenas a reprodução de um padrão universal de desenvolvimento energético e vibratório. Que você dê um zoom para frente ou para trás, o padrão permanece o mesmo.

Cada singularidade é ao mesmo única e idêntica a todas as outras…. Portanto, não tem motivo nenhum de gabar-se sobre a origem da nossa alma. É somente no jeito de percorrer o caminho que aparecem os destaques.

Veja os recém-nascidos humanos. Uma vez fora da barriga da mãe, que era um verdadeiro nirvana, cada um vai experimentar a vida à sua maneira. No final de um ano, duas crianças nascidas na mesma clínica terão seguido um desenvolvimento celular idêntico, e ao mesmo tempo uma experiência muito diferente.

Este é o milagre da unicidade! Único na sua experimentação enquanto completamente banal no seu desenvolvimento biológico. Claramente, tem um caminho a seguir, que você concorde ou não.

Somente sua atitude e sua compreensão do que está acontecendo farão com que você tenha experiências agradáveis ​​ou desagradáveis. Mas como inicialmente não sabemos o que é bom, começamos fazendo tudo errado para depois voltar, normalmente, para o bem.

Começamos a partir da luz para entrar nas sombras, a fim de encontrar o interruptor que nos tornará iluminados. Fisicamente é o oposto porque começamos na escuridão da barriga da mãe e depois ficamos iluminamos com a luz da ignorância.

E tudo o que tentamos fazer durante a nossa vida inteira é voltar para o estado “aconchegante, paradisíaco e idílico” de quando ainda éramos um embrião biológico.

Em suma, como você pode ver, andamos em círculos pelo prazer de descobrir quem somos. Essa curiosidade doentia é uma barganha imperdível ao mesmo tempo que é um verdadeiro calvário!

Um dia, então, a alma humana nasceu. Resultante de um questionamento da mente, ela teve que encontrar refúgio na matéria para experimentar. E isso foi feito em associação com a nossa Mãe Terra, que estava disponível na época…

Papai, o nosso sol, olhando com bondade para a sua pequena família, nos fornece muita informação (a luz), mas também muito amor (o calor).

Sem a Sua luz, a vida que conhecemos hoje na Terra não existiria, e sem um mínimo de calor, não pertenceríamos ao mundo dos mamíferos (aqueles que têm sangue quente…).

Um sangue quente indica que o animal tem uma alma individual, enquanto aqueles que têm um sangue frio ainda pertencem a uma alma de grupo. Em suma, esses últimos não têm a liberdade de fazer tudo o que querem.

A diferença é simples, mas vamos primeiro acabar com uma crença profundamente enraizada nos humanos. O ser humano, embora fisicamente individualizado, não tem, estritamente falando, uma alma individual. Ele tem um centro de decisão individual dirigido por uma excrescência da mente chamada de ego.

De fato, o ego quer acreditar que ele é o único mestre a bordo e que ele pode fazer tudo o que quer de acordo com sua vontade. Esta é uma ilusão total, mas nós a criamos para fins de experimentação e de elevação da nossa consciência.

Falarei mais sobre esse assunto em outros artigos; agora vamos voltar à essência deste artigo. Então, a nossa alma e a da Terra são de certo jeito casadas! A humanidade possui uma alma única: uma parte da qual está encarnada no ser humano e a outra está em uma outra dimensão colada ao nosso planeta Terra.

É por isso que ficamos encantados com a beleza da Terra (fenômeno de ressonância) vista de cima, e especialmente vista do espaço.

O nosso planeta parece animado por uma vida que nos transcende cada vez que olhamos para ele, enquanto os outros planetas (Vênus, Marte…) parecem mortos e inabitáveis.

Quando olhamos as fotos da Terra vista do céu e do espaço, olhamos para nós mesmos! Esta é também a principal razão pela qual devemos manter um contato muito estreito com ela.

Quanto mais você se conectar à Terra, mais a sua alma irá ressoar em uníssono com ela. A Verdade chega ao ser humano à medida que ele desistir das idiotices mentais que o fazem acreditar que ele é superior às outras espécies porque ele tem um cérebro grande.

Sim, ele tem um cérebro funcionado a somente 5% das suas habilidades, 99% das quais são ocupadas por um ego cheio da sua própria ignorância. Os outros 95% aguardam ativação e isso só pode ser feito através do coração. Eu voltarei a esse assunto em outros artigos (você sabe como é.…).

De fato, o coração é o elemento central que nos permite comunicar com a Terra e todas as formas de vida existentes ali. Portanto, a humildade é a regra se você quiser descobrir a verdade verdadeira, a nossa e não a da mídia e dos governos.

A verdade possui uma potência colossal e está escrito nos registros universais que um organismo poderá acessá-la somente quando for capaz de se libertar das suas inclinações individualistas e guerreiras (a sobrevivência).

Por outro lado, se ele abrir seu coração, ele descobrirá as leis fundamentais que farão dele um sábio. Ele viverá em harmonia porque entenderá que tudo está interconectado e interativo. Ele se tornará extremamente respeitoso com tudo ao seu redor.

Ele não matará mais nem uma mosca, ele não colocará mais herbicida em seu jardim, ele não comerá mais cadáveres de animais e, acima de tudo, porá termo às várias formas de autodestruição que costumava infligir-se (gente, inventamos a Coca-Cola!!).

Um ser se torna iluminado quando encontra o interruptor interno que lhe permite ver que seu corpo é um templo dedicado à sua alma, assim como a Terra é o templo da alma humana.

Cada pessoa iluminada entendeu que ela é apenas um reflexo, uma parte de uma alma maior e mais brilhante do que ela. É como um candelabro com uma grande luz central e milhares de pedacinhos de vidro que refletem e transmitem a luz.

Cada ser humano é apenas um cristal atravessado por uma energia chamada de alma. O cristal parece brilhar por si mesmo, mas é pura ilusão, porque se a luz central se apagar, todos os cristais serão privados de luz.

Assim, quando uma pessoa morre, na verdade sua alma não morre. É apenas que seu cristal, seu templo, ficou desgastado pelo tempo, pelas besteiras que lhe infligiu, o peso de um ego neurótico, sem mencionar o alcatrão da ignorância que acabou obscurecendo sua transparência.

Sempre que um indivíduo percebe que ele deve se purificar e manter sua pureza da melhor forma possível, ele aumenta seu poder de irradiação, ajudando os outros a irradiar ainda mais.

Cada ser humano é um reflexo individualizado da alma humana primordial; quando ele se tornar consciente disso, ele se torna mais brilhante e acaba sendo tratado como um extravagante pelos pedaços de carvão que o rodeiam…

Cada cristal tem a capacidade de mudar o mundo alterando seu próprio brilho. Mesmo entre um milhão de velas extintas, apenas uma é suficiente para mostrar que a luz existe.

Então troque o seu fósforo por um holofote para um estádio de futebol. Você terá pelo menos a oportunidade de ver os jogadores. Torne-se o observador que ilumina os zumbis que pensam apenas em ficar com a bola só para eles.

Torne-se um sol que ilumina e aquece, e não se preocupe com o resto. Não lhe pertence, porque ninguém pode mudar um indivíduo, a não ser ele mesmo. Ilumine ao seu redor sem pedir nada em troca e você verá o que está acontecendo dentro de você.

Depois você entenderá por que a população humana está se aproximando de 7 bilhões de pessoas, enquanto nem tinha 1 bilhão um século atrás. Este crescimento imoderado tem um motivo decisivo: o fim de um tempo!

De fato, nossa Mãe Terra não pode, de forma alguma, sustentar tantos indivíduos na Terra e vemos os resultados todos os dias. A moda do “desenvolvimento sustentável” é uma conscientização muito tardia e tímida demais para resolver a equação.

Então vai ter um reset para lançar uma partida de 26.000 anos. E o que vai acontecer para todas essas almas? A resposta é simples, como sempre.

A multiplicação dos humanos na Terra não foi seguida por uma multiplicação das almas individuais, mas por reflexões das almas existentes. É como se um cristal da luminária tivesse espontaneamente criado outros pequenos cristais à sua volta.

Isso significa que a sua alma hoje está vivendo, agora mesmo, em vários corpos na Terra para regularizar seu karma o mais rápido possível antes da avaliação/do exame final.

É a multiplicação dos pãezinhos para o banquete final. O exercício consiste, portanto, em abrir o seu coração no máximo para acolher melhor todas as suas outras reflexões que atualmente estão se desencarnando ou se desencarnarão em breve.

O teste final é, portanto, reunir os seus diferentes pedaços, de onde esta necessidade imperativa de respeitar todas as diferenças, amar o próximo como a si mesmo, sorrir para todos, sentir a verdadeira compaixão, partilhar e especialmente irradiar.

Sabe-se que onde tem luz, os menos luminosos vem correndo.

As altas energias que chegam para nós do Sol Central têm como objetivo ajudar-nos a recolher nossas peças. Porém, qual é o objetivo final do exercício?

Redescobrir que a humanidade é uma, e apenas uma. Então, não mais racismo, não mais injustiça, guerra, fome, negação, não mais superior e inferior, individualismo, não mais ego dominador …

A paz do mundo virá quando tivermos feito as pazes com nós mesmos. O amor e o respeito serão a regra quando finalmente amaremos incondicionalmente a nós mesmos, respeitando o nosso templo na matéria.

Nossa Mãe Terra começou sua jornada de limpeza interna e, como tal, ela está forçando a barra, do mesmo jeito que o nosso pai o Sol também vai nos presentear em breve com algumas erupções solares para nos endireitar.

Esqueça os celulares, a internet e todos as engenhocas eletrônicas do homem moderno, porque teremos que redescobrir as nossas antenas internas e a nossa capacidade de comunicar com a Natureza (pelo menos o que sobrará dela).

O novo mundo está em marcha e já podemos nos acostumar com a ideia de muitas partidas humanas, a fim de que essas reflexões de almas possam se reconectar com aqueles que permanecerão vivos e entenderão que somente o amor os salvará.

Então pare de se preocupar com a sua vida “material”, sua vida “profissional” ou com o medo de morrer, porque o que importa hoje é a sua capacidade de vibrar no amor e na partilha, enquanto permanece em paz interior.

Ouça a sua Pequena Voz, porque é ela quem lhe dirá o que fazer, aonde ir, quem encontrar, quem ouvir. O velho mundo já começou a morrer, então não tente continuar seguindo as regras antigas, porque agora elas funcionam cada dia menos.

Em resumo, aceite o que vem até você, deixe ir e confie, porque a nossa Mãe Terra e todos os anjos e entidades dos outros mundos não querem que deixemos nosso envelope terráqueo.

É como uma lagarta que se torna uma borboleta. Só tem que sair com confiança e principalmente sem se agarrar ao antigo. O nascimento de um bebê também é igual.

Não tente ficar no útero da sua mãe, pulando feito um louco no cordão umbilical. É melhor usá-lo para se fingir de Tarzan na hora de atravessar, lembrando que um dia, ele será cortado de qualquer jeito.

Não reaja colocando-se no modo “sobrevivência” de um primitivo que tem medo de morrer. Coloque-se no modo “nova vida”, dizendo a si mesmo que sempre será melhor, embora seja muito diferente.

De fato, você conhece um mundo mais podre, mais injusto, mais repugnante, mais racista do que o nosso? Claro, não sabemos o que tem do outro lado, mas pelo menos sabemos o que nós vamos deixar para trás!

Eu prefiro o desconhecido porque estou realmente curioso para ver o que nos espera. Finalmente uma “viagem” fora do comum que os banqueiros não podem vender para nós!

Laurent DUREAU

Artigo originalmente publicado no blog Booster Votre Influence no dia 22 de abril 2009 e atualizado no blog 345D no dia 4 de julho 2012. Traduzido do francês.

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